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sábado, 2 de abril de 2011

Câmara de vereadores de Picos inaugura Biblioteca Coelho Rodrigues e sala da imprensa

Na manhã de sexta-feira(01), a câmara de vereadores de Picos apresentou a população um série de novidades nas suas instalações. Uma delas é a biblioteca Coelho Rodrigues, que conta com uma acervo de cerca de dois mil exemplares e dois computadores com acesso a internet, para que o estudante possa além de pesquisar nos livros, possam também navegar pela internet.

Outra novidade apresentada nesta manhã foi a sala da imprensa local, destinado aos jornalistas, para que possam ter mais conforto na hora que escrever ou gravar suas notícias. A sala conta com um computador e acesso a internet sem fio.

Sala de Imprensa

Uma sala com toda a prestação de contas da câmara foi aberta ao público nesta sexta-feira, segundo o presidente da câmara Iata Anderson, esta iniciativa visar dar mais transparência as contas da câmara e assim deixar a população mais segura de como está sendo investido o dinheiro do contribuinte.

Uma rede de internet sem fio e um estacionamento para os vereadores também fizeram parte das mudanças apresentadas à população. Para Iata estas iniciativas são apenas o começo. “Estamos completando cem dias de mandato como presidente da câmara, e estas mudanças são apenas o começo da nossa luta para tornar esta casa, um local do povo no qual todos possa frequentar livremente”, declarou o vereador.


Exemplo que deveria ser seguido por muitas outras casas legislativas municipais. Inclusive a de CB.

Dissetação


A todo instante nos deparamos com situações que exigem a exposição de idéias, argumentos e pontos de vista, muitas vezes precisamos expor aquilo que pensamos sobre determinado assunto.
Em muitas situações somos induzidos a organizar nossos pensamentos e idéias e utilizar a linguagem para dissertar.

Mas o que é dissertar?

Dissertar é, por meio da organização de palavras, frases e textos, apresentar idéias, desenvolver raciocínio, analisar contextos, dados e fatos. Neste momento temos a oportunidade de discutir, argumentar e defender o que pensamos utilizando-se da fundamentação, justificação, explicação, persuasão e de provas.

A elaboração de textos dissertativos requer domínio da modalidade escrita da língua, desde a questão ortográfica ao uso de um vocabulário preciso e de construções sintáticas organizadas, além de conhecimento do assunto que se vai abordar e posição crítica (pessoal) diante desse assunto.
A atividade dissertadora desenvolve o gosto de pensar e escrever o que pensa, de questionar o mundo, de procurar entender e transformar a realidade.

Passos para escrever o texto dissertativo

O texto deve ser produzido de forma a satisfazer os objetivos que o escritor se propôs a alcançar.
Há uma estrutura consagrada para a organização desse tipo de texto.
Consiste em organizar o material obtido em três partes: a introdução, o desenvolvimento e a conclusão.

- Introdução: A introdução deve apresentar de maneira clara o assunto que será tratado e delimitar as questões, referentes ao assunto, que serão abordadas.
Neste momento pode-se formular uma tese, que deverá ser discutida e provada no texto, propor uma pergunta, cuja resposta deverá constar no desenvolvimento e explicitada na conclusão.

- Desenvolvimento: É a parte do texto em que as idéias, pontos de vista, conceitos, informações de que dispõe serão desenvolvidas; desenroladas e avaliadas progressivamente.

- Conclusão: É o momento final do texto, este deverá apresentar um resumo forte de tudo o que já foi dito. A conclusão deve expor uma avaliação final do assunto discutido.

Cada uma dessa partes se relaciona umas com as outras, seja preparando-as ou retomando-as, portanto, não são isoladas.

A produção de textos dissertativos está ligada à capacidade argumentativa daquele que se dispõe a essa construção.

É importante destacar que a obtenção de informações, referentes aos diversos assuntos seja por intermédio da leitura, de conversas, de viagens, de experiências do dia-a-dia e dos mais variados veículos de informação pode sanar a carência de informações e consequentemente dar suporte ao produzir um texto.

Orientações para a produção de um texto (Redação)



Fazer um rascunho é uma opção para se conseguir um bom resultado na produção de texto!
Para se produzir um bom texto é necessário que alguns aspectos sejam revistos: 

O tema geral: é o assunto a ser tratado que normalmente abre espaço a outras vertentes, como por exemplo: a globalização. É proposto em praticamente toda produção de texto a ser realizada. 

O tema específico: não é fornecido. Trata-se da delimitação do assunto proposto, como por exemplo: as consequências da globalização na economia. Quanto mais o escritor especificar o tema geral, mais focado em um objetivo estará e, portanto, mais seguro. Veja: as consequências da globalização na economia brasileira. 

Em vestibulares há a coletânea, trechos de textos que abordam de formas diferentes o tema proposto. Escolha a abordagem da coletânea que mais o agrada, pois nunca escreva sobre algo que não sabe a respeito. 

Se não houver coletânea, faça conforme especificado no “tema específico”: delimite o assunto comum proposto em um assunto particular que você tenha conhecimento sobre. 

Ambiente: se puder escolher, vá para o lugar da casa ou da escola onde você possa se desligar do mundo exterior, para se aprofundar no que irá escrever. Se não puder, busque na sala de aula esse lugar de conforto, de quietude. Além disso, o ambiente deve estar bastante iluminado e arejado. 

Estrutura: Faça uma introdução de no máximo cinco linhas e aponte nesse momento o assunto a ser tratado, além de levantar seu ponto de vista. No caso da narração, introduza a personagem e o conflito a ser solucionado. No desenvolvimento, esclareça seus argumentos, coloque exemplos, assinale fatos que estejam de acordo com seu ponto de vista sobre o tema. Se for uma narrativa, é o momento de expor os acontecimentos, as ações das personagens. Faça uma conclusão, também em poucas linhas, que reforce ainda mais sua visão sobre o assunto específico e mais ainda, dê uma sugestão, uma resolução. Na narrativa, exponha a solução do conflito. 

Rascunho: Use o rascunho para que não rasure, para que tenha certeza do que irá escrever, para evitar erros de grafia, pontuação e concordância, pois é uma chance para rever o que escreveu. 

Importante: Sempre se coloque no papel de leitor, imaginando que aquele texto está em um jornal, revista ou em um livro. Dessa forma, você terá uma visão crítica a respeito de si mesmo enquanto escritor!

quinta-feira, 31 de março de 2011

Operadora Vivo oferece novo pacote de internet móvel pré-paga por 33 centavos por dia

Escrito por iLex, às 16:49 - 21 de março de 2011
Como é lindo o mercado com concorrência. Depois da TIM inaugurar a internet pré-paga super econômica (R$0,50 por dia) e a Claro contra-atacar (com R$0,39/dia), agora é a vez da VIVO também propor seus pacotes de dados para quem não tem conta. Por apenas R$9,90, o cliente pode contratar internet para o mês inteiro.
Com o nome de Vivo Internet Brasil Pré, o pacote permite que clientes pré possam acessar internet 3G ilimitada no iPhone e ainda possibilita testá-lo gratuitamente por 10 dias. Para isso, basta enviar um SMS para o número 1515 contendo a palavra “GRÁTIS”. Depois disso, a inscrição é feita pelo mesmo número, enviando a mensagem “INTERNET”.
O problema é a minúscula franquia de dados que a Vivo oferece: apenas 20MB por mês. Passando disso, a velocidade cai de 1 Mbps para 32 kbps, o que é pior que internet discada. Para se ter uma ideia, a TIM e a Claro oferecem 10MB por dia e as velocidades caem, respectivamente, para 50 e 64 kbps se estourar a franquia, números bem mais generosos que este novo pacote.
Ao contratar o pacote, o valor total (R$9,90) é descontado dos créditos, o que faz que, mesmo quando eles acabarem, a internet continue funcionando. Se houver saldo na conta, o pacote é renovado de 30 em 30 dias.
Para usuários de iPhone (e iPad 3G), ter um pacote de internet móvel é fundamental para aproveitar o máximo da potencialidade do aparelho. Aproveite que atualmente as operadoras estão oferecendo boas ofertas e escolha o plano ou pacote que mais se adapte às suas necessidades. Com os custos atuais, vale muito a pena.
via IDGNow

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domingo, 13 de março de 2011

Canto para minha morte


Canto para Minha Morte Raul Seixas

Eu sei que determinada rua que eu já passei
Não tornará a ouvir o som dos meus passos
Tem uma revista que eu guardo há muitos anos
E que nunca mais eu vou abrir
Cada vez que eu me despeço de uma pessoa
Pode ser que essa pessoa esteja me vendo pela última vez
A morte, surda, caminha ao meu lado
E eu não sei em que esquina ela vai me beijar
Com que rosto ela virá?
Será que ela vai deixar eu acabar o que eu tenho que fazer?
Ou será que ela vai me pegar no meio do copo de uísque,
Na música que eu deixei para compor amanhã?
Será que ela vai esperar eu apagar o cigarro no cinzeiro?
Virá antes de eu encontrar a mulher, a mulher que me foi destinada,
E que está em algum lugar me esperando
Embora eu ainda não a conheça?
Vou te encontrar Vestida de cetim
Pois em qualquer lugar
Esperas só por mim
E no teu beijo
Provar o gosto estranho
Que eu quero e não desejo
Mas tenho que encontrar
Vem Mas demore a chegar
Eu te detesto e amo
Morte, morte, morte que talvez
Seja o segredo desta vida
Qual será a forma da minha morte
Uma das tantas coisas que eu nao escolhi na vida
Existem tantas... um acidente de carro
O coração que se recusa a bater no próximo minuto
A anestesia mal-aplicada
A vida mal-vivida
A ferida mal curada
A dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido
Ou até, quem sabe,
O escorregão idiota num dia de sol
A cabeça no meio-fio Ó morte, tu que és tão forte
Que matas o gato, o rato e o homem
Vista-se com a tua mais bela roupa quando vieres
Me buscar
Que meu corpo seja cremado
E que minhas cinzas alimentem a erva
E que a erva alimente outro homem como eu
Porque eu continuarei neste homem
Nos meus filhos
Na palavra rude que eu disse para alguém
Que não gostava
E até no uísque que eu não terminei de beber / Aquela noite...






sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Português e a internet

Jonas Antunes
Que a internet veio para facilitar a vida da humanidade, que ela é útil e que tem contribuído decisivamente para a melhoria na qualidade de muitas ações e, que ainda, possibilita inúmeros outros artifícios, inclusive a descontração; é inegável. Há, portanto muitos pontos positivos.
Mas como tudo que há é composto de duas faces, ela também tem seu lado ofuscante, pernicioso ou até mesmo prejudicial. Exemplo disso é o Português.
Coitado, depois do surgimento dessa tão poderosa e importante “internet”, o Português tem sofrido todo tipo de infração, desrespeito e até mesmo massacres.
Ele é, de longe, mais significativo e imprescindível para alguns. Ela, porém é muito mais abrangente. Ele é usado por um grupo restrito e pequeno de pessoas. Ela, porém já está em quase 80% das casas e dos lugares freqüentados pelo povo.
Essa discrepância, deixa-o em grande desvantagem em relação à outra. Mesmo assim, não merecia tamanha humilhação, discriminação e menosprezo.
Ela é fato concreto e essencial nos dias atuais. Já ele vem perdendo todo o seu apogeu conquistado a duras penas e que já contribuiu com magnitude e relevância para o crescimento e desenvolvimento da humanidade.
Esse agravante se manifesta com mais veemência justamente na atividade em que ele deveria ser mais valorizado e respeitado no que refere a sua origem, evolução e contemporaneidade; principalmente nessa última.
Não se sabe convictamente, porém prenuncia-se – pela história evolutiva – que ela sobressairá com relação a ele. Teremos dentro de curto espaço de tempo a normatização de termos como: vc (você), blz (beleza), qq (qualquer), kbça (cabeça), etc.
O moderno, geralmente, superar o tradicional, domina-o, adéqua-o e o substitui. Mas por enquanto, precisamos estar atentos às normas vigentes do Português.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Esgoto sem final

Jonas Antunes

É de conhecimento geral o real objetivo dos esgotos: escoamento; para tanto, eles devem conter início (origem - local de onde algo deverá ser retirado -) e o fim (destino - local onde algo deverá ser jogado - o escoamento). Há, porém, "aqueles que só têm o início". Viaja até certo ponto e... Imagina só!

A coisa é ainda mais desagradável quando "esse esgoto" deveria atender a uma população, a um povo que, diga-se de passagem, é muito sofrido e que, desde sua origem, não pôde ainda contar com esse essencial componente das moradias urbanas.

Segundo pesquisa do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, no Brasil, menos de 70% da população tem acesso a esse serviço salutar e importantíssimo para a prevenção de muitos males. Quando se trata de Nordeste, essa realidade é ainda mais agravada. A grande maioria dos nordestinos não possui esgoto em suas casas - há um grande número de nordestinos que nem sabem o que isso significa, nunca sequer tiveram a oportunidade de ver um esgoto, muito menos seu funcionamento.

Se fizermos aí uma referência ao Piauí - tido como um dos Estados mais pobre da Federação -, a situação alcança uma magnitude estrondosa. Se a referência focalizar a região sul do Piauí, aí, meu amigo, o problema toma uma dimensão espantosa, tão espantosa que político nenhum pode, ao menos, imaginar.

Bom, uma cidade do sul-piauiense, mais precisamente, Canto do Buriti - PI, com pouco mais de 20 mil habitantes, encaixa-se perfeitamente nas descrições acima; ou seja, seus habitantes não dispõem de serviço de saneamento básico. Sucede que, entre 2005 e 2007, ela foi contemplada com uma Emenda Orçamentária para a construção de uma rede de esgotos que beneficiaria uma pequena parcela de seus moradores.

No início de 2008 - ano de eleições municipais - foi dado início à construção dessa obra que atenderia, inicialmente, o centro urbano, ou seja, as principais ruas da cidade. Por uma razão justa, calçamentos foram danificados, os vestígios do que, antes fora asfalto, sofreram enormes alterações e até construções - casas - foram atingidas. A cidade ficou, por certo período, em más condições de tráfego. Mas os fins se justificavam e a sociedade conviveu com certo caos, mas mesmo assim, deu sua parcela de contribuição; encarando aquilo como algo que traria bons resultados.

Infelizmente aconteceu aqui o que acontece em quase todo Brasil em que, geralmente as obras públicas são apenas iniciadas; e hoje, quase três anos depois, as ruas continuam com enormes e contínuas fendas. Fendas essas que tanto atrapalha como incomoda a quem transita em nossa cidade, principalmente, aos idosos. E quem mais sofre com isso é o cidadão que paga impostos e mantém os "home" no poder. Não sabemos o que causou a paralisação da obra, mas sabemos que o esgoto continua sem um final.

sábado, 25 de dezembro de 2010

Natal de 2010


NATAL
Origem e história

 

Etimologia

A palavra 'natal' do português já foi 'nātālis' no latim, derivada do verbo 'nāscor' (nāsceris, nāscī, nātus) que tem sentido de nascer. De 'nātālis' do latim, evoluiram também 'natale' do italiano, 'noël' do francês, 'nadal' do catalão, 'natal' do castelhano, sendo que a palavra 'natal' do castelhano tem sido progressivamente substituída por 'navidad' como nome do dia religioso.

Já a palavra 'Christmas' do inglês evoluiu de 'Christes maesse' ('Christ's mass') que quer dizer missa de Cristo.


 

História dos usos

Como adjetivo, significa também o local onde ocorreu o nascimento de alguém ou de alguma coisa. Como festa religiosa, o Natal é comemorado no dia 25 de dezembro desde o Século IV pela Igreja ocidental e desde o século V pela Igreja oriental, celebra o nascimento de Jesus e assim é o seu significado nas línguas neolatinas. Muitos historiadores localizam a primeira celebração em Roma, no ano 336 d.C.

No Oriente do Império Romano, o nascimento de Cristo foi comemorado em 07 de janeiro, ocasião em que fora batizado, em virtude da não-aceitação do Calendário Gregoriano. No Século IV, as igrejas ocidentais passaram a adotar o dia 25 de dezembro para o Natal e o dia 6 de janeiro para Epifania (que significa "manifestação"). Nesse dia comemora-se a visita dos Magos.

Por não ter uma origem bíblica, no Século XVII, essa festividade foi proibida na Inglaterra e em algumas colônias americanas. Quem ficasse em casa e não fosse trabalhar no dia de Natal era multado. Mas os velhos costumes logo voltaram, e alguns novos foram acrescentados. O Natal voltou a ser um grande feriado religioso, e ainda é em muitos países.


 

Cristianismo

O Nascimento de Jesus se deu por volta de dois anos antes da morte do Rei Herodes, denominado "o Grande", ou seja, considerando que este morreu em 4 AEC, então Jesus só pode ter nascido em 6 AEC. Segundo a Bíblia, antes de morrer, Herodes mandou matar os meninos de Belém até aos 2 anos, de acordo com o tempo que apareceu a "estrela" aos magos. (Mateus 2:1, 16-19 - Era seu desejo se livrar de um possível novo "rei dos judeus").

Ainda, segundo a Bíblia, antes do nascimento de Jesus, Octávio César Augusto decretou que todos os habitantes do Império fossem se recensear, cada um à sua cidade natal. Isso obrigou José a viajar de Nazaré  (na Galileia) até Belém  (na Judeia), a fim de registar-se com Maria, sua esposa.



A viagem de Nazaré a Belém - distância de uns 150 km - deveria ter sido muito cansativa para Maria que estava em adiantado estado de gravidez. Enquanto estavam em Belém, Maria teve o seu filho primogênito. Envolveu-o em faixas de panos e o deitou em uma manjedoura. Maria necessitava de um local tranquilo e isolado para o parto (Lucas 2:4-8).



Visita dos magos

Os "magos" eram sacerdotes astrólogos, talvez seguidores do Zoroastrismo . Eram considerados "Sábios", e por isso, conselheiros de reis. Podiam ter vindo de Babilônia, ou da Pérsia (Irã). São Justino, no 2.º Século, considera que os Magos vieram da Arábia. Deduz-se terem sido 3 magos, em vista dos 3 tipos de presentes.


 

Símbolos e tradições do Natal

Árvore de Natal

Entre as várias versões sobre a procedência da árvore de Natal, a maioria delas indica a Alemanha, como país de origem, uma das mais populares atribui a novidade ao padre Martinho Lutero (1483-1546), autor da Reforma Protestante do Século XVI. Olhando para o céu através de uns pinheiros que cercavam a trilha, viu-o intensamente estrelado parecendo-lhe um colar de diamantes encimando a copa das árvores. Tomado pela beleza daquilo, decidiu arrancar um galho para levar para casa. Lá chegando, entusiasmado, colocou o pequeno pinheiro num vaso com terra e, chamando a esposa e os filhos, decorou-o com pequenas velas acesas afincadas nas pontas dos ramos. Arrumou em seguida papéis coloridos para enfeitá-lo mais um tanto. Era o que ele vira lá fora. Afastando-se, todos ficaram pasmos ao verem aquela árvore iluminada a quem parecia terem dado vida. Nascia assim a árvore de Natal. Queria, assim, mostrar as crianças como deveria ser o céu na noite do nascimento de Cristo.

Na Roma Antiga, os Romanos penduravam máscaras de Baco  em pinheiros  para comemorar uma festa chamada de "Satumália", que coincidia com o nosso Natal.


  
Músicas natalinas

As canções natalinas são símbolos do Natal e as letras retratam as tradições das comemorações, o nascimento de Jesus, a paz, a fraternidade, o amor, os valores cristãos. Os Estados Unidos têm antiga tradição de celebrar o Natal com músicas típicas. No Brasil, esta tradição, além das familiares, só se tornou comercial popular nos anos 1990 , com o Cd 25 de Dezembro lançado pela cantora Simone: Ao lançar, no ano passado, o disco natalino 25 de Dezembro, a cantora Simone quebrou um tabu. Ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos e na Europa, os cantores brasileiros não têm o costume de lançar, no mês de dezembro, discos com músicas de Natal. As canções natalinas tradicionais, no Brasil, estão sendo paulatinamente esquecidas, com algumas exceções como "Noite Feliz", devido a falta de interesse popular.

Presépio

As esculturas e quadros que enfeitavam os templos para ensinar os fiéis, além das representações teatrais semilitúrgicas que aconteciam durante a Missa de Natal serviram de inspiração para que se criasse o presépio. A tradição católica diz que o presépio (do lat. praesepio) surgiu em 1223, quando São Franciso de Assis quis celebrar o Natal de um modo o mais realista possível e, com a permissão do Papa, montou um presépio de palha, com uma imagem do Menino Jesus, da Virgem Maria e de José, juntamente com um boi e um jumento vivos e vários outros animais. Nesse cenário, foi celebrada a Missa de Natal.

O sucesso dessa representação do Presépio foi tanta que rapidamente se estendeu por toda a Itália. Logo se introduziu nas casas nobres européias e de lá foi descendo até as classes mais pobres. Na Espanha, a tradição chegou pela mão do Rei Carlos III, que a importou de Nápoles no Século XVIII. Sua popularidade nos lares espanhóis e latino-americanos se estendeu ao longo do Século XIX, e na França, não o fez até inícios do Século XX. Em todas as religiões cristãs, é consensual que o Presépio é o único símbolo do Natal de Jesus verdadeiramente inspirado nos Evangelhos.

Decorações natalinas


Uma outra tradição do Natal é a decoração de casas, edifícios, elementos estáticos, como postes,pontes e árvores, estabelecimentos comerciais, prédios públicos e cidades com elementos que representam o Natal, como, por exemplo, as luzes de natal e guirlandas. Em alguns lugares, existe até uma competição para ver qual casa, ou estabelecimento, teve a decoração mais bonita, com direito a receber um prémio.

Amigo secreto ou oculto

No Brasil, é muito comum a prática entre amigos, funcionários de uma empresa, amigos e colegas de escola e na família, da brincadeira do amigo oculto (secreto). Essa brincadeira consiste de cada pessoa selecionar um nome de uma outra pessoa que esteja participando desta (obviamente a pessoa não pode sortear ela mesma) e presenteá-la no dia, ou na véspera. É comum que sejam dadas dicas sobre o amigo oculto, como características físicas ou qualidades, até que todos descubram quem é o amigo oculto. Alguns dizem características totalmente opostas para deixar a brincadeira ainda mais divertida.

Comemorações pelo Mundo

Cada país tem a sua forma de comemorar o Natal, inclusive países orientais.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Parabéns Canto do Buriti


À Canto do Buriti

Meus míseros devaneios a ti entreguei
Nos teus filhos humildes e honestos
Eu me exemplifiquei
Preenchi todos os meus severos desertos
Que só existiam dentro em mim,
Quando por ti fui desperto
Cheguei assustado, ansioso e desconfiado.
Fui questionado e até interpelado
Mas nunca abandonado
Adquiri grandes amigos e fortes aliados
Também fui bem recebido e acolhido
Como sonhos sonhados
Não sou mais um sozinho como aqui cheguei,
Teus braços abertos me acolheram
Como nunca imaginei.
Era eu apenas uma frágil e destemida criança
Encarando um estranho e novo mundo
Mas, cheio de esperança.
Continuemos buscando, o evolutivo processo
Contribuindo com o nosso desejado
E tão esperado progresso
Desejoso e lutador quero sempre prosseguir
Em prol do nosso crescimento contínuo
Minha Canto do Buriti
ANTUNES, Jonas. in: Bobagnes.pg 51
 www.clubedeautores.com.br. 



quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Eu

Eu coberto  de  pele  coberta  de pano
coberto de ar e debaixo de meu pé  ci-
mento  e  debaixo  do  cimento terra  e
sob a terra petróleo correndo e o lento
apagamento  do sol por cima de tudo e
depois  do  sol  outras  estrelas  se apa-
gando  mais  rapidamente   que  a  che-
gada  de sua luz até aqui.

                                  Arnaldo Antunes. As coisas.
                                                  São Paulo, Iluminuras, 2002.

                                            Arnaldo Antunes (1960-)






        






                            . Conhecido poeta e músico, nascido em 
                            São Paulo. Arnaldo Antunes  fez    parte  
                            da  banda  de rock Titãs e gravou  vários 
                            discos   individuais.  Como    poeta   tem 
                            realizado experiências de vanguarda  que 
                            incluem a poesia visual e digital, utilizando
                            recursos  de  informática, som,    imagens 
                            e movimento.  Livros:  ou e (1983),   Psia 
                            (1986),  Tudos (1990), As coisas (1992),
                            Nome (1993),   ou  +  corpos  no mesmo 
                            espaço (1993), Outro (2001).